Pão e Poesia por Vera Barbosa - UOL Blog
Afro-sambas de Baden juntam Philippe e Adnet

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Os antológicos afro-sambas de Baden Powell (1937 - 2000) e Vinicius de Moraes (1913 - 1980) rendem mais um disco, de tonalidade jazzística - como já anuncia, aliás, o título Afro Samba Jazz. Editado pela gravadora Biscoito Fino neste mês de junho de 2009, o CD junta o pianista Philippe Baden Powell - filho do autor de Canto de Ossanha - ao violonista e arranjador Mario Adnet.

Gravado sob a direção musical dos dois instrumentistas, o álbum procura outras soluções harmônicas paras os afro-sambas de Baden. Basicamente instrumental, o disco traz a voz cálida de Mônica Salmaso - cantora que despontou no mercado fonográfico com trabalho dedicado aos afro-sambas e dividido com o violonista Paulo Belinatti - no Canto de Yemanjá e na Ladainha de Yansan (o segundo tema é parte integrante da Suite Yansan).

O repertório apresenta temas raros de Baden, caso de Alodê. Em texto escrito para o encarte do CD, Philippe Baden Powell lembra que seu pai considerava Adnet "um cara da pesada".

20º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga

Por Assessoria de Imprensa

Professores de alto nível integram o maior departamento de música antiga do país

O Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, promovido pelo Centro Cultural Pró-Música (Juiz de Fora/MG), entre 19 de julho e 1º de agosto, tem entre seus destaques o maior departamento de música antiga do país.  O belga Sigiswald Kuijken, um dos pioneiros no movimento da música antiga no cenário mundial, é um destes professores e retorna ao Festival, oferecendo rara oportunidade aos estudiosos do violino barroco. Ao lado de Kuijken estão nomes como Luís Otávio Santos (violino barroco), Ricardo Rapoport (fagote barroco), alessandro Santoro (cravo), Raquel Aranha (dança barroca), Lívia Lanfranchi (traverso) e David Kjar (trompete barroco).

Outros referenciais no ensino da música integram o elenco de alto nível do Festival, resultado de trabalho contínuo e estável realizado pelo Centro Cultural Pró-Música na formação do quadro de professores. O evento oferece, no total, 39 cursos com 46 professores brasileiros e estrangeiros de instrumentos antigos e modernos, práticas de orquestras, regência e coral, didática da musicalização, além de transcrição e edição de documentos antigos. A formação de professores tem espaço no curso de didática da musicalização infantil.

A possibilidade do aprendizado conjunto nas orquestras é outro ponto alto do Festival. Nos últimos dias da programação cultural, cinco formações musicais apresentam ao público os resultados dos trabalhos realizados. Todos os cursos e oficinas do evento estão concentrados no Colégio dos Jesuítas, uma das mais tradicionais e respeitadas instituições de ensino de Juiz de Fora.

Programação cultural e inscrições

Paralelamente aos cursos, acontecem mais de 30 concertos, todos com entrada gratuita, em Juiz de Fora, além de palcos avançados em cidades mineiras para um público estimado em 80 mil pessoas. 

Abertas desde 1º de junho, as inscrições para o Festival poderão ser feitas até a véspera do evento, dependendo da disponibilidade de vagas. Os interessados podem acessar o site do Pró-Música, www.promusica.org.br.  A taxa de inscrição é de R$ 100, por curso. O pagamento pode ser feito com cheque nominal ao Centro Cultural Pró-Música ou depositado no Banco do Brasil (agência 0024-8, conta 6745-8). No caso do depósito, o comprovante deve ser remetido junto com a ficha de inscrição.

Mestres na coordenação e na direção artística

Desde a primeira edição do evento, os cursos têm a coordenação de mestres da música que conhecem e se identificam com a proposta do Centro Cultural Pró-Música. Paulo Bosísio coordena a área de cordas, Nelson Nilo Hack, as orquestras,  Homero Magalhães Filho é responsável pela coordenação das oficinas de vozes, Sérgio Dias pela pesquisa musicológica e Luís Otávio Santos pela direção artística. Bosísio é professor de violino da Universidade do Rio de Janeiro. Mestre de alunos que se transformaram em grandes nomes da música nacional e internacional, ele se apresenta regularmente como recitalista, solista de orquestra ou camerista no Brasil e na Europa. O músico é diplomado e pós-graduado na Escola Superior de Música de Colônia, Alemanha.

Nelson Nilo Hack é considerado o maior maestro pedagogo do país. Aos 88 anos de idade, mantém suas atividades e se orgulha de ter dirigido a Orquestra Juvenil do Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, da qual saíram alunos para a Orquestra Filarmônica de Londres e para a Orquestra de Firenze, considerada a melhor da Itália. Entre os nomes da orquestra, o maestro destaca músicos como Antônio Menezes, considerado um dos maiores violoncelistas do mundo na atualidade, Paulo Bosísio, Michel Bessler, Bernardo Bessler, Paulo Nave e Márcio Carneiro. Há mais de 20 anos, Hack é o responsável pela formação de jovens músicos nas orquestras de Câmara e Sinfônica Jovem do Centro Cultural Pró-Música, de Juiz de Fora.

Homero Magalhães Filho, coordenador das oficinas de vozes, é organizador e diretor artístico de vários festivais de música. Mesmo radicado na França, o músico vem anualmente ao Brasil para dedicar-se a estes eventos. Homero estudou no Conservatório Real de Haia, onde recebeu os diplomas de professor de flauta doce e regente de coro. Na França, conquistou o “Certificat d´Aptitude de Chant Choral”, o que lhe permitiu ocupar o cargo de professor de Regência Coral do Conservatório de Metz. Dirigiu o Ensemble Vocal Sotto Voce, de Paris, com o qual gravou um disco e obteve o Grand Prix do Fórum Choral d´elle de France.   

Sérgio Dias é graduado em flauta, composição e regência, pós-graduado em educação musical, em arte e cultura barroca e mestre em música (com área de concentração em musicologia histórica). É membro da Sociedade Brasileira de Musicologia e do Comitê Interamericano de Música. Como pesquisador do passado musical brasileiro, possui inúmeras transcrições, restaurações, edições, execuções e gravações (a maioria delas sob sua regência) de antigos documentos musicais mineiros da segunda metade do século XVIII.  Todas estas realizações propiciaram importantes registros de mestres como José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, Manuel Dias de Oliveira, Pe. João de Deus de Castro Lobo, Pe. José Maurício Nunes Garcia e Joaquim de Paula Souza. É um dos fundadores da Capella LusoBrasiliensis, grupo português dedicado à interpretação, em instrumentos de época, das música portuguesa e brasileira dos setecentos.

O interesse de Luís Otávio Santos pela música antiga o levou a mudar-se para a Holanda em 1990, onde ingressou no Koninklijk Conservatorium Den Haag, sendo aluno de Jacques Ogg (cravo) e Sigiswald Kuijken (violino barroco). Em 1996, obteve o Diploma de Solista (Master’s degree) com a mais alta distinção. Desde 1992 é um dos principais membros da importante orquestra barroca “La Petite Bande”, na qual vem atuando como solista, spalla e um dos mais próximos colaboradores do maestro Sigiswald Kuijken. Com este grupo realiza turnês por vários países da Europa, China, Japão, México, Colômbia, Argentina e Brasil, assim como dezenas de CDs e gravações para as TVs belga, francesa e japonesa. Luís Otávio Santos atua tambem como spalla e solista de outros grupos europeus, como Ricercar Consort (dir. Philippe Pierlot), Le Concert Français (dir. Pierre Hantai), De Nederlandse Bachverening (dir. Gustav Leonhardt) e Il Fondamento (dir. Paul Dombrecht). É diretor musical da “Den Haag Baroque Orchestra”, que possui varios CDs gravados na Alemanha e realizou duas turnês no Brasil. Desde 1998 é professor de violino barroco do Conservatório Real de Bruxelas, Bélgica. Em 2004, gravou seu segundo disco solo com sonatas de J.M.Leclair (acompanhado pelo cravista Alessandro Santoro e o gambista Ricardo Rodriguez) para o selo alemão Rameé e recebeu o prêmio “Diapason D’Or”, a maior distinção concedida a um CD na França. No Brasil, Luís Otávio Santos é diretor artístico do Festival Internacional de Musica Colonial Brasileira e Musica Antiga de Juiz de Fora e regente da Orquestra Barroca do Festival.

O 20º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga é uma promoção do Centro Cultural Pró-Música (Juiz de Fora/MG) e  tem o patrocínio de Petrobrás, Cemig, ArcelorMittal, Prefeitura de Juiz de Fora e Governo de Minas. O evento conta, ainda, com o apoio de UFJF,Tribuna de Minas, Panorama,Funalfa, Colégio dos Jesuítas e Quilombo Comunicação.

Todas as informações sobre o Festival, inclusive releases e fotos, estão disponíveis no site www.promusica.org.br

Assessoria Pró-Música (32) 3216-4787
Lilian Pace (32) 9112-5581
Fabiola Costa (32) 9982-2422

Blitz - Banda que escancarou as portas do sucesso para o rock nacional ganha biografia de respeito

Music News - Por Abonico R. Smith - Portal Mondo Bacana

Gratidão. Foi este o principal sentimento que motivou o jornalista e músico Rodrigo Rodrigues a escrever a biografia de uma das mais importantes bandas da história do rock nacional.

Afinal, foi graças à paixão imediata despertada durante a sua infância que ele despertou para o mundo das artes, o qual faz questão de acompanhar de perto há cinco anos no programa Vitrine (TV Cultura) e ainda participar dele com os eventuais shows de sua banda Soundtrackers (cujo repertório é formado apenas por clássicos das trilhas sonoras do cinema).

“Quis agradecer do meu jeito à Blitz por tudo o que eles significaram para mim”, conta o autor. Rodrigo conheceu o grupo quando alguns músicos compareceram a uma gincana realizada durante o período de férias em seu colégio.

“Eu tinha uns sete anos de idade. Alguns colegas conseguiram levar vários integrantes para lá. Era uma daquelas tarefas que dizia que você tinha de levar alguém famoso. Foi justamente o fenômeno pop que estava estourado nas rádios naquele momento. Lembro bem até hoje como fiquei hipnotizado na frente dos caras e das lindas vocalistas”, conta, referindo-se às backings Márcia Bulcão e Fernanda Abreu, que faziam os contrapontos vocais do líder Evandro Mesquita.

Mais tarde, o jornalista acabou desenvolvendo laços de amizade com os remanescentes da formação “clássica” (Evandro, o tecladista Billy Forghieri e o baterista Juba) mas sem nunca esquecer o coração de fã.

“De lá para cá, tudo mudou. Foi o primeiro show da minha vida, tive os três primeiros discos e colecionei muita coisa deles”.

Inclusive, claro, o clássico álbum de figurinhas – nunca na história da música jovem nacional uma banda de rock havia ganho até então tal primazia para confirmar sua popularidade extrema entre jovens e crianças ou recebido o convite para fazer barulho em uma Moscou ainda controlada pelo comunismo da União Soviética.

Maestria dos arranjos de Pixinguinha em série

 Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Produzida por Lu Araújo, com direção musical do violonista Caio Cezar, a Série Pixinguinha vai totalizar dez álbuns. Os três primeiros discos - Pixinguinha no Cinema, Pixinguinha Sinfônico e Pixinguinha Sinfônico Popular - estão sendo editados neste mês de junho de 2009 com distribuição da gravadora Rob Digital.

Vendidos de forma avulsa, os CDs também chegam ao mercado embalados em caixa com libreto. Trata-se de série essencial para o compreendimento da maestria de Alfredo da Rocha Vianna Filho, o genial Pixinguinha (1893 - 1973), como compositor e, sobretudo, arranjador. Um mergulho no baú do artista - liderado por seu neto, Marcelo Vianna - possibilitou o encontro de arranjos sinfônicos escritos pelo maestro entre os anos 20 e 50.

Feitos para orquestras que atuavam nas emissoras da era de ouro do rádio brasileiro, esses arranjos forem seguidos com fidelidade na produção dos CDs Pixinguinha Sinfônico e Pixinguinha Sinfônico Popular, gravados em 2008, em Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE) - respectivamente - com a Orquestra Petrobrás Sinfônica e a Orquestra Sinfônica do Recife, sob as regências dos maestros Silvio Barbato (1959 - 2009) e Osman Gioia.

Já o primeiro CD, Pixinguinha no Cinema, revive em gravações inéditas - feitas em novembro de 2007 no estúdio da Rádio MEC, no Rio de Janeiro (RJ) - a trilha sonora do filme Sol Sobre a Lama (Alex Viany, 1963), composta e arranjada por Pixinguinha. Nunca editada em disco, a trilha é composta por 16 temas de Pixinguinha, sendo que quatro ganharam letras de Vinicius de Moraes (1913 - 1980).

Versos que, em Pixinguinha no Cinema, ganharam as vozes de Céu (Seule), Diogo Nogueira (Iemanjá), Elza Soares (Mundo Melhor), Jards Macalé (Samba Fúnebre) e Mariana de Moraes (Lamento, em dueto com Marcelo Vianna). Mesmo para quem já conhece bem a obra seminal de Pixinguinha, os três CDs enfatizam a versatilidade do compositor, a maestria do arranjador e expandem a visão dessa obra sempre monumental - o pilar da música brasileira produzida no século 20.

Música, teatro e circo têm novo edital

Jornal do Brasil - Por Redação

A Funarte está com inscrições abertas para três programas de fomento. Até o dia 10 de junho, recebe inscrição de obras musicais para a Bienal de Música Brasileira Contemporânea, a ser realizada em outubro.

Com um prazo um pouco maior (até 26 de junho) a instituição recebe projetos para o Prêmio Carequinha, que contemplará companhias, trupes ou grupos circenses que desejem adquirir equipamentos, produzir espetáculos, realizar pesquisas ou festivais objetivando o desenvolvimento do circo.

Já na área teatral, o Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia, uma parceria com o Instituto Camões, tem o objetivo de impulsionar textos dramatúrgicos em língua portuguesa, e reforçar a cooperação artística entre Brasil e Portugal.

Para mais informações, acesse http://www.funarte.gov.br/novafunarte/funarte/index.csp

Documentário genial e minhas memórias do Simonal

Mondo Pop - Por Fabian Chacur

Todo mundo já escreveu sobre Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei. Trata-se de um excepcional documentário que relata, de forma isenta e plural, a trajetória de Wilson Simonal (1938-2000), um dos maiores entertainers da história da música brasileira.

O sujeito não era só um cantor. Ele, literalmente, encantava as platéias. Até 1971, reinou nas paradas de sucesso e nos palcos desse país. A partir daí, devido a um triste incidente com seu contador, foi praticamente alijado do mercado musical, embora se mantivesse na ativa até a morte precoce.

Não deixe de assistir, especialmente por causa das generosas aparições de Simonal cantando alguns dos clássicos de seu repertório. É por isso que ele merece ser cultuado.

Quando penso em Wilson Simonal, lembro que, quando eu era bem criança, ele era o cara. Adorava ouvir Meu Limão Meu Limoeiro, Sá Marina, País Tropical, Zazueira.

Em 1971, um dos primeiros compactos simples de vinil que tive incluía a música Na Galha do Cajueiro. A partir do ano seguinte, esse artista simplesmente saiu de cena, e só ouvia falar dele no jornal O Pasquim (que meu irmão comprava e eu lia avidamente), mas sempre rotulado como “dedo duro”.

Com o passar dos anos, essa imagem negativa se manteve em minha mente, e nunca a contestei, achando que era aquilo, mesmo. No início dos anos 90, trabalhando como crítico e repórter do jornal Diário Popular, fui incumbido de entrevistar esse ídolo da minha infância, e não nego que fiquei excitado com a oportunidade.

Cheguei a um hotel, na região central de São Paulo, por volta das 11h, e aguardei. Foram quase três horas. Em vão. Até que o empresário dele na época, cujo nome não me vem à mente no momento, jogou limpo comigo: “ele dormiu demais, perdeu a hora, melhor você não esperar mais”.

Simonal havia sido internado por problemas de saúde naquele período, então, imaginei que pudesse ser isso. A entrevista foi cancelada, e não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Mas, anos depois, entrevistei seus dois talentosos filhos, Simoninha e Max de Castro.

Não deixa de ser um consolo. E também posso ouvir, desde 1996, uma coletânea com seus maiores hits, Meus Momentos. Pena que a mesma não inclua justo Na Galha do Cajueiro.

Record salva festivais - Digitalização Acervo: Rede terá R$ 16 milhões via Lei Rouanet

O Estado de S. Paulo - Por Keila Jimenez

A Record conseguiu R$ 16 milhões pela Lei Rouanet para salvar as imagens de seus famosos festivais de música, os gols lendários de Pelé, as primeiras séries nacionais e as imagens da construção de Brasília, entre outras relíquias.

A emissora já começou o processo de digitalização de seu acervo e a busca por empresas interessadas em patrocinar a iniciativa - com base no incentivo fiscal da Lei Rouanet - que pretende preservar imagens de quase 60 anos atrás.

No acervo há cenas do primeiro seriado nacional, o Capitão 7, programas como O Fino da Bossa, de Jair Rodrigues e Elis Regina, festivais de MPB e a Jovem Guarda, de Roberto Carlos.

Muitos dos gols de Pelé - imagens ajudaram a compor o filme Pelé Eterno - fazem parte desse acerco. Há também poucos episódios da lendária Família Trapo (1967), com Jô Soares e Ronald Golias, uma vez que grande parte da série foi apagada com a chegada do videoteipe.

"O processo inteiro de digitalização deve levar de dois a três anos, mas já começamos a trabalhar", fala o diretor da Record Entretenimento, João Luiz Urbaneja .

ESTREIA - Documentário retrata a carreira de Paulo Vanzolini

Reuters - Por Redação

SÃO PAULO (Reuters) - O cineasta Ricardo Dias e o compositor Paulo Vanzolini, ligados por uma amizade antiga, também possuem uma paixão comum: a ciência. E foi por causa dessa intimidade com células e organismos vivos que o biólogo-cineasta começou a registrar em película as andanças de Vanzolini pelo país enquanto executava seu trabalho como zoólogo.

Das imagens do cientista para as do sambista, foi um pulo, ou uma capoeira, que chega nesta sexta-feira aos cinemas de São Paulo, Rio e Santos, com o filme "Um Homem de Moral".

Compositor com obras gravadas por alguns dos maiores intérpretes brasileiros, Vanzolini, autor de "Ronda", chega aos 85 anos como personagem desse documentário que registra os preparativos para um show realizado em 2003 no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, e a gravação de 52 músicas, numa revisão geral de sua obra realizada pela gravadora Biscoito Fino.

No filme, Vanzolini está bem à vontade e conta algumas histórias sobre sua vida dupla, de cientista e compositor popular. Ao mesmo tempo, acompanha de perto as gravações das canções, interpretadas por Miúcha, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Márcia, Inezita Barroso e Paulinho Nogueira, entre outros artistas.

A obra de Vanzolini está tão impregnada na vida de São Paulo como a de outro paulista ilustre, Adoniran Barbosa, não por acaso um dos principais representantes do samba paulista.

Os personagens suburbanos cantados por ambos sobrevivem na geografia inóspita da cidade e conseguem sacudir a poeira e dar a volta por cima, como reconhece o samba de Vanzolini, assobiado nas esquinas como verdadeiro hino de auto-ajuda em momentos de dificuldades amorosas.

Ricardo Dias foi apresentado ainda menino a Vanzolini por seu pai, na década de 60, na usina de Jupiá, no rio Paraná, quando o cientista realizava um estudo do impacto ambiental da obra.

Posteriormente foi aluno de Vanzolini, quando estudou Biologia na USP, nos anos de 1970. Foi nessa época que passou a documentar o trabalho do professor como zoólogo. Algumas cenas na mata foram aproveitadas no novo documentário.

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb (Por Luiz Vita, do Cineweb)

Zélia estreia parceria com Baleiro e Chico César

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Nas lojas a partir de 9 de junho de 2009, via Universal Music, o nono álbum solo de Zélia Duncan, Pelo Sabor do Gesto, marca o início de parcerias da artista com Zeca Baleiro e com Chico César.

Baleiro (à esquerda na foto) é o autor da letra de Se Um Dia me Quiseres, musicada por Zélia. Já Chico é co-autor do funk Esporte Fino Confortável, faixa na qual gravou vocais.

Também figuram na lista de parceiros estreantes Marcelo Jeneci (com que Zélia assina Todos os Verbos) e John Ulhoa, que divide a produção do CD com Beto Villares.

Com Ulhoa, a parceria é na faixa Tudo Sobre Você, escolhida a primeira música de trabalho, já em rotação nas rádios. O repertório inclui versões de duas músicas trilha sonora do filme Les Chansons d'Amour (Canções de Amor, França, 2007) do cantor e compositor francês Alex Beaupin.

De Bonnes Raisons virou Boas Razões e ganhou os vocais de Fernanda Takai. Já As-Tu Déjà Aimé deu origem a Pelo Sabor do Gesto, a faixa-título.

Zélia também canta no álbum músicas de Itamar Assumpção (1949 - 2003) e Rita Lee, dois nomes recorrentes nas fichas técnicas de seus discos.

De Itamar, Pelo Sabor do Gesto apresenta a inédita Duas Namoradas, parceria com Alice Ruiz. De Rita, Zélia tirou do baú Ambição, música composta e gravada pela Ovelha Negra em 1977 para a trilha sonora da novela O Astro.

E por falar em regravações nada óbvias, Zélia rebobina Telhados de Paris, tema do compositor gaúcho Nei Lisboa. Há inédita de Zélia com Moska.

Relíquias sinfônicas de um mestre

O Estado de S. Paulo - Por Livia Deodato

As arrastadas décadas que este precioso material enfrentou, oculto, justificam-se por uma característica muito particular do mestre Pixinguinha (e da maioria dos maiores gênios da História): a humildade extremada, que o levou a esconder os arranjos sinfônicos que fez para belíssimas composições.

"Ele não alardeava o que fazia. Pixinguinha era humilde até demais", diz Marcelo Vianna, de 40 anos, neto do criador das eternas Carinhoso, Lamentos e Um a Zero.

Ainda que muitos insistissem em chamá-lo de maestro, a recusa em aceitar o título já fazia parte do discurso de Pixinguinha - para ele, Villa-Lobos, Radamés Gnattali, Guerra-Peixe e Claudio Santoro eram os verdadeiros regentes da música brasileira, que ele, à época, disfarçou ser capaz de orquestrar com trânsito livre e primoroso, entre o erudito e o popular.

Partituras completas, outras pela metade, algumas sem grades para maestros e uma infinidade de gêneros musicais ficaram muito bem guardadas na estante de seu filho, Alfredo da Rocha Vianna Neto, pai de Marcelo, desde a morte de Pixinguinha, em 1973.

A fim de continuar a preservá-lo, Alfredo só apresentou parte do material para músicos próximos e a seus filhos. "Quando vi aqueles arranjos sinfônicos, quase enlouqueci. Desde então, eu moro nesse acervo", conta Marcelo.

A dificuldade vergonhosa em se obter patrocínio foi o outro motivo para esse material ter permanecido por pelo menos dez anos na etapa de pré-produção. "Queria poder me sentar ao lado do presidente Lula para ver se, assim, consigo o apoio necessário para gravar tudo, de cabo a rabo", faz seu desabafo.

O projeto intitulado Série Pixinguinha, que se inicia agora com três CDs surpreendentes - Sinfônico, Sinfônico Popular e No Cinema -, ainda guarda bemóis, sustenidos, semibreves e colcheias aos montes, delicadamente postados nos pentagramas a compor músicas para ouvir e chorar.

"Temos material mais do que suficiente para ser lançado em, no mínimo, dez álbuns", revela Marcelo sobre as folhas escritas à mão entre os anos 20 e 50 que, há também cerca de uma década, estão sob cuidados do Instituto Moreira Salles.

Vale acrescentar que nem todas as partituras são inéditas: muitas delas foram desenhadas às pressas por Pixinguinha, durante as madrugadas, horas antes de virarem música através de orquestras das rádios.

O trabalho, que agora vem à tona em uma tiragem exclusiva de 3 mil CDs e 1 mil caixas de "colecionador" (não há motivo para desespero: uma nova leva já está sendo providenciada pela produtora Lu Araújo), foi gravado no Estúdio Sinfônico da Rádio MEC, no Rio, mesmo local em que Pixinguinha regeu nos anos 30 e 40, e também no Teatro Santa Isabel, do Recife, onde o mestre do choro, da polca e do maxixe também fincou raízes.

"Gilberto Gil me disse: Temos de descolar Pixinguinha dele mesmo. Desejamos que esse material se perpetue por meio de músicos brasileiros e internacionais", torce Lu Araújo.

Música não é só sentimento, é conhecimento, costumava afirmar Pixinguinha. O neto acredita e os arranjos sinfônicos provam que a intuição transbordante do mestre tinha mesmo de ser escorada pela técnica, para que ele não se perdesse dentro de sua mente brilhante.

Quinta edição Virada Cultural acontece no próximo fim de semana

UOL Entretenimento - Da Redação

A quinta edição da Virada Cultural da cidade de São Paulo acontece no próximo fim de semana, dias 2 e 3 de maio, com cerca de 800 atrações apresentadas ao longo de 24 horas de evento.


MAPA DO CENTRO DE SÃO PAULO

A programação deste ano inclui apresentações das 18h do dia 2 até às 18h do dia 3 de maio em 150 locais, com artistas como Geraldo Azevedo, Marcelo Camelo, Maria Rita, Tom Zé, Violeta de Outono, Benito di Paula, Wando, Reginaldo Rossi, Joelho de Porco, Camisa de Vênus, Matanza, CPM 22, entre outros.

No ano da França no Brasil, a Virada Cultural também aborda o tema com apresentações de companhias francesas de arte de rua. O grupo Carabosse inicia a programação dedicada à França antes do começo oficial da Virada, na sexta-fera (dia 1 de maio) no Parque da Luz, às 22h. O grupo apresenta uma grande instalação que utiliza fogo e efeitos sonoros. A mesma apresentação será feita durante a noite de 2 de maio, às 22h no mesmo local.

Juntam-se à programação francesa os grupos Les Piétons, Mecanique Vivant, Cie Beau Geste e Cia Osmosis, sempre com apresentações de rua que propõem algum tipo de interação com o público.

Música
O principal palco da Virada Cultural será novamente posicionado na avenida São João. A programação do local será aberta com apresentação de Jon Lord, ex-tecladista do grupo Deep Purple, que apresenta o "Concerto Para Grupo e Orquestra", ao lado da Orquestra Sinfônica Municipal. Depois, tocam Geraldo Azevedo, Marcelo Camelo, Tim Maia Racional (apresentado pelo grupo Instituto, Bnegão, Thalma de Freitas e Dafé), Tribo de Jah, Cordel do Fogo Encantado, Zeca Baleiro, Novos Baianos e Maria Rita se apresenta às 18h do dia 3.

O Teatro Municipal recebe novamente músicos que apresentam discos clássicos de suas carreiras. A programação do teatro começa com Arrigo Barnabé (que toca "Clara Crocodilo", de 1980), e terá também Tom Zé (com o disco "Grande Liquidação"), o grupo Violeta de Outono, que toca o álbum homônimo de 1986, a cantora Fafá de Belém, Beto Guedes, entre outros.

O palco montado no largo do Arouche recebe programação dedicada à música romântica com Benito di Paula, Wando, Reginaldo Rossi, Odair José e Wanderley Cardoso.

A praça da República novamente recebe espaço dedicado ao rock, com apresentações de grupos como Tutti Frutti, Joelho de Porco, Camisa de Vênus, Velhas Virgens, Matanza, Vanguart e Nação Zumbi.

Uma das novidades da quinta edição da Virada Cultural é o palco da estação da Luz, que presta homenagem a Raul Seixas. Ao longo das 24 horas de evento, bandas apresentarão todos os discos do músico na ordem cronológica, desde seu primeiro disco "Raulzito e os Panteras", de 1968 até seu último trabalho, "A Panela do Diabo" (1989), com show de Marcelo Nova e Os Panteras.

A programação musical da virada também inclui apresentações solo de pianistas na praça Dom José Gaspar, novos músicos da cidade como Anelis Assumpção, Iara Rennó e Curumim no largo de Santa Efigênia e espaços dedicados ao samba na rua Conselheiro Crispiniano e na praça Alfredo Issa.

A rua 15 de Novembro dedica espaço a uma programação de DJs de música eletrônica como Renato Lopes, Mau Mau Mad Zoo e Patife. A rua General Carneiro terá pistas temáticas de casas noturnas famosas da cidade, como A Lôca, Studio SP, Vegas, Trash 80´s, entre outras. E o largo do São Bento receberá programação com DJs de black music como Heron e Magoo.

Dionne Warwick e Gal Costa fazem show juntas em maio

O Globo

SÃO PAULO - Dionne Warwick e Gal Costa dividem em 9 de maio o palco do HSBC Brasil em São Paulo.

Juntas elas apresentam clássicos da música brasileira.

A turnê Dionne Warwick convida Gal Costa passará pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Manaus, Curitiba e Belém.

Dionne Warwick convida Gal Costa
Dia 9 de maio, sábado, às 22 horas
HSBC Brasil
Rua Bragança Paulista, 1281 - Chácara Santo Antonio
Tel: (11) 4003-1212.
De R$ 260 a R$ 120

Élio Camalle, Kléber Albuquerque, Luiz Gayotto e Madan no SESC Pompéia

Por Assessoria de Imprensa

O "1 do 1 do 1", com Élio Camalle, Kléber Albuquerque, Luiz Gayotto e Madan, estará se apresentando nesta quinta (23/04/09) no projeto CATARSE, na choperia do Sesc Pompéia.
 
CATARSE
Gero Camilo, Andréia Dias, Danilo Moraes, Cérebro Eletrônico, Dani Lasalvia, Zimbher e o Zunido.

SESC Pompéia   
Dia(s) 23/04
Quinta, 21h 
  
Reféns, Los Goiales, UmdoUmdoUm, Balacabala e Sandra Miyazawa e Heiner Muller pela Cia São Jorge. Choperia. 

Não recomendado para menores de 18 anos .
 
R$ 8,00 [inteira]
R$ 4,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 2,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

DVD de Vanessa chegará às lojas em 4 de maio

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

O primeiro DVD de Vanessa da Mata chega às lojas a partir de 4 de maio de 2009, via Sony Music, com o registro do show gravado no Centro Histórico de Paraty (RJ) na série Multishow ao Vivo. O DVD chega às lojas na sequência da exibição do programa pelo Canal Multishow, agendada para 30 de abril.

Na gravação ao vivo, a artista é produzida por Mário Caldato e Kassin, pilotos do último álbum de estúdio de Vanessa, Sim (2007). No roteiro apresentado ao ar livre em Paraty, em 27 de novembro de 2008, há músicas até então inéditas na voz da cantora - casos de Acode (tema de autoria de Vanessa, gravado por Shirle de Moraes), As Rosas Não Falam (Cartola) e Um Dia, um Adeus (Guilherme Arantes).

Nos extras, o DVD exibe imagens de Vanessa em sua turnê pela Europa e flagrantes do encontro da artista com Ben Harper em São Paulo (SP), cidade onde foi gravado o clipe do hit Boa Sorte / Good Luck.

Uma lenda da percussão mundial no Brasil! - Workshops 30/4 e 04/5

Music News - Por Scubidu Prods

O percussionista Guem, radicado na França, é um dos maiores músicos africanos vivos. Conhecido por ser um melodista da percussão africana, ele encanta por onde passa, principalmente nos grandes festivais da Europa. Por aqui Guem ficou conhecido quando, após uma temporada de 6 meses no Brasil, gravou o disco “O Universo Ritmico de Guem”. O disco é uma referência mundial da percussão, e antes de ser relançado em CD, o vinil era considerado "artigo de colecionador". Nascido na Argélia, descendente de nigerianos, Guem toca praticamente todos os instrumentos de percussão.

Extremamente musical, o mestre se apodera muito mais das possibilidades sonoras harmônicas dos instrumentos do que das possibilidades rítmicas óbvias que os tambores oferecem. Na França, alem de acompanhar grandes nomes da musica do mundo, ministra cursos de percussão e dança – duas artes indissociáveis segundo seu olhar – e como autodidata, continua se aprimorando em todas as percussões do mundo. Aprende as coreografias e os ritmos, em salas de espetáculos, brincando de tocar em seus próprios joelhos.

“A técnica é indispensável, mas para nos tornarmos músicos, devemos ultrapassá-la” (Guem). Para sua apresentação no Brasil, tocará com percussionistas selecionados em seus workshops que acontecerão no Brasil. Esses workshops, com sessões já esgotadas, mostrarão a abordagem de seu processo criativo e uma gama de ritmos relacionados com danças tradicionais de diferentes países.

SHOW
VIRADA CULTURAL
Domingo 03/05
6h20 da manhã
Anhangabaú
Grátis

AULAS & WORKSHOPS
30/04
Workshop - 17:00 - 18:30
Aula (Avançado) - 20:30 - 22:00
04/05
Workshop - 17:00 - 18:30
Aula (Avançado) - 19:00 - 20:30

Local: Studio Meyer
Rua Teodoro Sampaio, 868
Realização:
Tambores Zé Benedito
11 3891-1124
artedegarage@hotmail.com

'Rei' inicia turnê e festeja 68 anos em Cachoeiro

Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Com direito a lágrimas e a bolo cortado no palco, para festejar 68 anos de idade, Roberto Carlos iniciou na noite deste domingo, 19 de abril de 2009, na cidade natal de Cachoeiro de Itapemirim (ES), a turnê com que vai percorrer o Brasil até março de 2010 para celebrar os 50 anos de carreira.

 

O show é novo, mas abriu com Emoções e fechou com Jesus Cristo - à moda dos espetáculos anteriores do Rei. Entre estes dois standards, o cantor rebobinou sucessos do naipe de Como É Grande o meu Amor por Você e, claro, Meu Pequeno Cachoeiro - o tema de Raul Sampaio que gravou em 1970 e que, mesmo não sendo de sua autoria, adquiriu caráter autobiográfico em sua voz.

Virada terá Novos Baianos e palco em tributo a Raul Seixas

Folha de S. Paulo - Por Thiago Ney

Reunião dos Novos Baianos. Palco dedicado a Raul Seixas. Homenagem ao compositor norte-americano Frank Zappa. Essas são algumas das atrações da quinta edição da Virada Cultural de São Paulo.

Das 18h do dia 2 de maio às 18h do dia 3, cerca de 800 artistas se apresentarão em 150 locais espalhados pela cidade. A Prefeitura destinou R$ 5 milhões para a realização do evento -orçamento 30% menor do que o de 2008, consequência da queda de arrecadação do município neste ano.

"O corte de verba foi em cerca de um terço [em relação ao ano anterior], mas a programação não diminuiu", diz José Mauro Gnaspini, 35, diretor da Virada Cultural. "Isso porque houve boa vontade dos artistas [leia-se cachês mais baixos] e porque tivemos apoio do Sesc e da Secretaria de Estado da Cultura. Isso minimizou o déficit de orçamento."

O principal palco será montado na avenida São João. Será aberto pelo tecladista britânico Jon Lord, que fez parte do grupo roqueiro Deep Purple e apresentará "Concerto para Grupo e Orquestra", que ele estreou em 1969, em Londres. Nesse palco, desfilarão nomes como Marcelo Camelo, Zeca Baleiro, Maria Rita e Novos Baianos, cultuada banda dos anos 60 formada por Pepeu Gomes, Baby Consuelo, Paulinho Boca de Cantor, entre outros (da formação original, não estará Moraes Moreira).

O Teatro Municipal verá alguns artistas retomando discos clássicos de suas carreiras, como Arrigo Barnabé (com "Clara Crocodilo") e Tom Zé ("Grande Liquidação"). "20 Anos sem Raul" é o nome do espaço dedicado a Raul Seixas (1945-89), na rua Cásper Líbero. Ali, artistas como Marcelo Nova e Nasi interpretarão discos do autor (com Cláudio Roberto) de "Maluco Beleza".
O rock poderá ser ouvido na praça da República, nos shows de Velhas Virgens, CPM 22, Nação Zumbi e Central Scrutinizer Band (banda que faz versões de faixas de Frank Zappa).

A música é a parte principal da Virada. Mas outras artes, como dança, teatro e cinema, terão espaço.

Confira a programação completa em: http://viradacultural.org/programacao .

Abril

 

- A LUTA CONTINUA - Abaixo Assinado - 0% de imposto para Música Brasileira
Music News - Por James Lima

Acesse http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/4074 e assine - Imunidade Tributária Já! 0% de Impostos para nossa Música!

Produtores, Cantores, Músicos, Lojistas, Consumidores, Maestros, gravadoras e todo povo brasileiro - Vamos lutar!

A Música Brasileira é nosso maior patrimônio cultural, e patrimôno não paga imposto.

Parabéns ao MINC por apoiar a imunidade tributária para música brasileira!

* Devido ao início da Ordem do Dia do Plenário, a Comissão Especial de Fonogramas e VideoFonogramas Musicais terminou a reunião destinada à apresentação, discussão e votação do parecer do relator, deputado José Otávio Germano (PP-RS), à Proposta de Emenda à Constituição 98/07

A PEC, de autoria do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), isenta de impostos a produção de CDs e DVDs nacionais. A intenção é reduzir os preços desses produtos, valorizar a cultura nacional e combater a pirataria.

Novas audiências

Foi aprovada questão de ordem apresentada pela deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), para que a comissão ouça novos depoimentos e discuta outras propostas sobre o mesmo assunto. A deputada argumenta que essa PEC não combate a pirataria, que a isenção de impostos para CDs e DVDs já existe na Zona Franca de Manaus, e que a aprovação dessa proposta pode gerar desempregos na região.

O presidente da comissão especial, deputado Décio Lima (PT-SC), concordou com a questão de ordem, mas disse que decidirá depois se as audiências públicas acontecerão ou não depois da leitura do relatório. "Decidirei depois que ouvir os demais integrantes da comissão e de acordo com o Regimento Interno da Câmara", disse ele.

Com a interrupção da leitura do relatório, novos prazos são contados para que a comissão especial vote a PEC.

- PEC da Música tem apoio do Minc
Music News - Por Sheila Rezende

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Políticas Culturais, confirmou o apoio à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 98/2007, que estabelece imunidade tributária para a produção de fonogramas e videofonogramas de música brasileira. O secretário José Luiz Herencia, da SPC/MinC, esteve reunido com representantes do setor musical na manhã deste dia 1º de abril, em Brasília, para acertar parceria e esforços nesse sentido. Mais conhecida como PEC da Música, a proposta de autoria do deputado Otávio Leite, estará em discussão na Câmara dos Deputados (Plenário 12 do Anexo II), nesta quarta-feira, à tarde, por ocasião de reunião deliberativa ordinária, na qual será apreciado e votado o parecer do deputado José Otávio Germano, relator da matéria. Durante o encontro, realizado na sede do MinC, Herencia destacou que a aprovação contribuirá para a dinamização da cadeia produtiva da música no Brasil, beneficiando compositores e produtores e proporcionando a redução do preço de CDs, DVDs e downloads de música brasileira para o consumidor final.

O conselheiro-diretor da Associação Brasileira da Música Independente, Carlos de Andrade, um dos representantes do setor presentes na reunião, revelou que a ABMI se compromete a repassar, integralmente, aos autores e ao consumidor final os benefícios recebidos pela Emenda Constitucional. “Se você receber 5% do benefício ou 35% esses benefícios serão repassados. Esse foi nosso compromisso desde o início. É interesse nosso, nós buscamos isso”, afirmou.

Também prometeu parceria ao MinC para discussão de novas diretrizes para a Cultura. O MinC divulgou nota na qual esclarece que considera que a música tem sua base econômica na Propriedade Intelectual, de grande valor para a geração de divisas para o país. Para o Ministério da Cultura, a aprovação da Proposta de Emenda à Constitução corrige assimetrias tributárias que comprometem o acesso à diversidade da música brasileira e estimula a criação de novos modelos de negócio para a produção e a distribuição no Brasil, como o download remunerado. Leia a Nota de Esclarecimento.

Participaram da reunião, além do secretário de Políticas Culturais e do representante da ABMI, o chefe da Assessoria Parlamentar do MinC, Paulo Brum, e o coordenador e diretor-geral da Festa Nacional da Música, o jornalista e radialista Fernando Vieira.

- Nova Lei Rouanet prevê "quebra" de direito autoral
Folha de S. Paulo - 2/4/2009 - Por Silvana Arantes
 
A proposta do Ministério da Cultura (MinC) para alterar a Lei Rouanet prevê a suspensão da reserva de direitos autorais dos bens e serviços realizados com benefício da lei (de renúncia fiscal), em favor do governo.
O texto estabelece que, um ano e meio após a realização da obra financiada com recurso público, "a administração pública federal" poderá dispor dela "para fins educacionais".
O embargo é de três anos nos casos em que o uso pelo governo for para "fins não comerciais e não onerosos". Isso permitiria, por exemplo, que a TV Brasil exibisse numa faixa de programação educativa a produção audiovisual feita com incentivo da lei. Quase todos os longas realizados atualmente no país são financiados por meio das leis Rouanet e do Audiovisual.

"Contrassenso"

O secretário-executivo do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy, diz que, "uma vez explorado o processo econômico de um bem cultural financiado com dinheiro público, proibir ou limitar o seu acesso numa TV pública ou educacional é um contrassenso que a gente busca sanar com essa medida".

A medida caracteriza-se como "licença compulsória", segundo especialista em direito autoral ouvido pela Folha.
A Lei Rouanet contempla também a edição de livros, a produção de CDs e DVDs musicais, a montagem de espetáculos de artes cênicas e de exposições de artes visuais, entre outros produtos culturais.

O MinC estima que, com o fim da reserva de direitos, o MEC poderá reimprimir, para fins pedagógicos, livros de valor artístico financiados pela lei, mas cuja tiragem é restrita.

Outra mudança significativa no anteprojeto de lei formulado pelo MinC, que está em consulta pública (www.planalto.gov.br/ccivil-03/consulta-publica/programa-fomento.htm) e é tema de debate que a Folha promove, hoje, com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, é o fim da proibição de uso do "mérito artístico" como critério para avaliar os projetos submetidos ao crivo da lei.

Compete ao MinC autorizar (ou negar) a obtenção de recursos via Lei Rouanet -em que o patrocinador aplica em projeto cultural parcela de seu Imposto de Renda devido.

Da forma como é feita hoje, a avaliação dos projetos inscritos na Lei Rouanet -em torno de 9.000 por ano- obedece apenas critérios técnicos, como a coerência entre seu orçamento e as realizações previstas.

O texto em vigor, de 1991, determina que "os projetos enquadrados nos objetivos desta lei não poderão ser objeto de apreciação subjetiva quanto ao seu valor artístico ou cultural". Esse trecho foi suprimido no anteprojeto do MinC.
Manevy diz que, em nome da objetividade almejada pela atual formulação da lei, "muita coisa sem relevância foi feita" e afirma que "não entrar na discussão sobre a qualidade dos projetos e não premiar os que têm qualificação maior é neutralizar o sistema de avaliação".

Para o secretário-executivo, "a questão da subjetividade é inerente ao processo de avaliação, ainda mais no campo da cultura". O que o governo pretende, diz ele, é que as avaliações se façam com "regras claras, republicanas, com um sistema de contrapesos, para evitar qualquer tipo de dirigismo".

Pelo novo texto, "os critérios de avaliação serão aprovados pela Cnic [Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, com número paritário de representantes do governo e da sociedade civil] em até 90 dias antes do início do processo seletivo".
Segundo o MinC, a Lei Rouanet movimentou em 2008 cerca de R$ 1 bilhão. O anteprojeto prevê que a pasta possa utilizar até "5% dos recursos arrecadados" para gerir o uso da lei.

Manevy diz que a medida "vai permitir mais dinamismo" na análise dos projetos inscritos na lei e a "qualificação dos estudos" sobre sua utilização, já que "a Cnic vai ter o poder de decidir, para contratar pareceristas [que avaliem os projetos] e realizar estudos de impacto da lei em determinado setor.

O MinC prevê levar mais 45 dias após o fim da consulta pública -em 6/5- para arrematar o texto do anteprojeto e encaminhá-lo ao Congresso.

- Biscoito Fino (re)edita 'Jobim Violão', de 2007
Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

Lançado originalmente em 2007, o cult primeiro CD solo do violonista Arthur Nestrovski, Jobim Violão, está sendo reeditado pela gravadora Biscoito Fino neste mês de abril de 2009. Dedicado à obra de Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994), o álbum apresenta 14 registros do repertório do Maestro Soberano em arranjos para violão, adaptados por Nestrovski a partir das partituras para piano publicadas no Cancioneiro Jobim (2000). A seleção inclui Luiza, Lígia, Insensatez, Por Toda a Minha Vida, Se Todos Fossem Iguais a Você e o obscuro tema instrumental Rancho nas Nuvens.

- 'Interpretações Históricas' de Altamiro em disco
Blog Notas Musicais - Por Mauro Ferreira

A gravadora Biscoito Fino botará nas lojas ainda neste mês de abril de 2009 um CD com gravações antológicas de Altamiro Carrilho. Interpretações Históricas - 1952 - 1965 (capa à esquerda) reembala 19 fonogramas - alguns bem raros, da época dos discos de 78 rotações por minuto - do início da carreira fonográfica do flautista, que começou a gravar regularmente nos anos 50 (nascido em 1924, Altamiro vai fazer 85 anos em 21 de dezembro de 2009).

Eis as 19 faixas da compilação:

1. Esquerdinha na Gafieira
2. Direitinho
3. Aconteceu no Grajaú
4. Samba de Morro
5. Deixe o Breque pra mim
6. Pinguinho de Gente
7. O Disco Enguiçou
8. A Galope
9. Hora Staccato
10. Tico-tico no Fubá
11. Bem-te-vi Atrevido
12. Canarinho Teimoso
13. Harmonia Selvagem
14. Língua de Preto
15. Evocação
16. Flamengo
17. Espinha de Bacalhau
18. Modulando
19. Sonoroso

[ Travessia - ver cantos anteriores ]



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