Rosa Passos estudou piano e violão na adolescência. Iniciou a carreira em 1968, mas levou muito tempo até ser (re)conhecida pelo grande público. Dona de uma voz linda e afinadíssima, de um timbre raro e especial, tem suingue, estilo, é marcante. Uma das mais belas intérpretes da nossa música.
Eu tive a felicidade de vê-la cantar no Sesc Popéia, na década de 90, com o espetáculo do disco Rosa Passos canta Tom Jobim. Franzina - mas não menos potente -, tem uma presença de palco arrebatadora. Seu mais recente trabalho é o disco Azul, no qual interpreta canções de Djavan, Gilberto Gil e João Bosco e parceiros.
Se você ainda não a ouviu, corra: Rosa é imperdível!


Alguma coisa acontece no meu coração
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João
é que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
da dura poesia concreta de tuas esquinas
da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee, a tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
chamei de mau gosto o que vi
de mau gosto, mau gosto
é que Narciso acha feio o que não é espelho
e a mente apavora o que ainda não é mesmo velho
nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
afasto o que não conheço
e quem vende outro sonho feliz de cidade
aprende de pressa a chamar-te de realidade
porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
da força da grana que ergue e destrói coisas belas
da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
eu vejo surgir teus poetas de campos e espaços
tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Panaméricas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
mais possível novo quilombo de Zumbi
e os novos baianos passeiam na tua garoa
e novos baianos te podem curtir numa boa
Parabéns, Sampa! Eu te amo!
Show:
São Paulo em Lira - Arrigo Barnabé, Ná Ozzetti, Alzira Espíndola, Mário Manga e Denise Assumção
Representantes do movimento musical da década de 80, astros da Lira Paulistana se reúnem para comemorar o aniversário de São Paulo. R$ 20,00; R$ 15,00 (usuário matriculado). R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). R$ 10,00 (idosos, aposentados e estudantes com carteirinha)
Dia(s) 25/01, 26/01 Terça e quarta, às 21h. SESC Vila Mariana
Chico Buarque: O Tempo e o Artista

foto extraída do site Sesc SP
Projeto que traça um panorama da carreira do artista e sua importante participação no cenário sociocultural brasileiro, apresentando exposição, espetáculos musicais e teatrais. Sesc Pinheiros, de 14 de janeiro a 13 de março - R. Paes Leme, 195 - tel.: 11 3095-9400
Toquinho
Neste show, o músico relembra seus 40 anos de carreira, conta histórias curiosas e canta grandes sucessos que marcaram sua trajetória na MPB. Destaque para as parcerias com Chico Buarque em Samba de Orly - criada durante o exílio de Chico na Itália - e Samba pra Vinícius, composta em homenagem ao poeta. Toquinho (voz e violão) se apresenta acompanhado por Silvia Góes (piano), Ivani Sabino(baixo), Pepa D´Elia (bateria), Vanda Bredes (vocal), Tiê Biral (vocal). Teatro.
R$ 20,00; R$ 15,00 (usuário matriculado). R$ 10,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha).
Dia(s) 13/01, 14/01 Quinta e sexta, às 21h.
SESC Pinheiros
Cida Moreira
A atriz e cantora apresenta o repertório do CD Cida Moreira Canta Chico Buarque. Ela sobe ao palco acompanhada por Fávio Torres (piano) e Camilo Carrara (violão). Auditório. R$ 4,00; R$ 3,00 (usuário matriculado). R$ 2,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha).
Dia(s) 19/01 Quarta, às 18h30.
SESC Pinheiros
Outros espetáculos:
Almir Sáter
O cantor e compositor matogrossense apresenta-se acompanhado por Rodrigo Sater (violão), Carlos Alberto Souza (violão 12 cordas), Reginaldo Feliciano - Naudinho (contrabaixo e vocal), José Ribamar Viana (Percussão), Luiz Lopes (teclado) e Gisele Sater(vocal), os grandes sucessos de sua carreira. Teatro. R$ 15,00; R$ 10,00 (usuário matriculado). R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha).
Dia(s) 21/01 Sexta, às 21h.
SESC Pinheiros
Fabiana Cozza
Apresentação do show O Samba é meu Dom, com canções inéditas e algumas releituras, destacando composições de Paulo César Pinheiro, Wilson das Neves e outros. Auditório. R$ 5,00; R$ 3,50 (usuário matriculado). R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha).
Dia(s) 21/01 Sexta, às 20h30.
SESC Vila Mariana
Luiz Melodia
Com seu estilo e identidade musical inconfundíveis, apresenta neste show, baseado no mais recente CD e DVD, músicas que se tornaram grandes sucessos. Entre as canções estão Diz Que Fui Por Aí, Estácio Holly Estácio, Pérola Negra e Codinome Beija-Flor. Teatro. R$ 15,00; R$ 10,00 (usuário matriculado). R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha).
Dia(s) 22/01, 23/01 Sábado, às 21h, e domingo, às 19h.
SESC Pinheiros
textos: Sesc São Paulo
Fabiana Cozza - 2004
Quem vai às segundas-feiras no Ó do Borogodó, reduto contemporâneo do samba e choro localizado no bairro paulistano de Pinheiros, é geralmente recepcionado ao som do hino O samba é meu dom, composição de Wilson das Neves com o poeta Paulo César Pinheiro, entoado por uma voz pontente e cênica, que encanta e remete a um estilo vocal arraigado às raízes do samba. A voz em questão é de Fabiana Cozza, cantora que está lançando seu primeiro CD, cujo título faz referência a esse hino. E justamente essa faixa homenagem aos bambas é a que abre o trabalho, através da cadência inicial de um melancólico acordeon que envolve o ouvinte de modo a mantê-lo atento ao que diz a letra e à desenvoltura do lirismo matreiro de Fabiana, aliado a uma impecável afinação e técnica vocal, transparecendo a emoção contida em sua interpretação.
A exaltação ao samba mantém-se na faixa seguinte, com o samba imortalizado por Clementina de Jesus, referência musical para Fabiana, A morte de Chico Preto, do compositor paulista Geraldo Filme. Destaca-se o belo arranjo de Marcos Paiva, que cria uma ambientação típica do cancioneiro da mãe Quelé, mais do que apropriado para a bela releitura feita de Fabiana. O mesmo ocorre na canção Lavandêra, de autoria do pernambucano Rui de Moraes e Silva, parceiro de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Uma simplória base introdutória do cavaco deixa a cantora muito à vontade para descarregar seu potencial interpretativo no clássico Meu drama, do mestre Silas de Oliveira com Joaquim Ilarindo, consolidando sem deixar dúvidas a verve sambística de Fabiana.
O disco é concluído de maneira emotiva com a participação do pai de Fabiana, seu Oswaldo dos Santos, puxador da escola de samba paulistana Camisa e Verde e Branco, dialogando com a filha os versos do samba-enredo de 1979 intitulado Acima de tudo mulher. Pela extensão de chão que Fabiana Cozza todavia possui à frente para sua carreira, é certo que seremos brindandos muitas vezes, sobretudo no palco, com o que ela sabe fazer de melhor: o samba da mais fina linhagem.
Artigo extraído do site Sovaco de Cobra

Violão, belas letras, uma voz deliciosa e um suingue inigualável. Assim é Joyce, compositora, violonista e intérprete. Começou a carreira muito jovem e lançou o primeiro disco em 1968, mas só ficou conhecida depois da música Clareana, inscrita no festival da Globo, com a qual divulgou seu trabalho e passou a ser reconhecida no cenário musical. Joyce traz na batida as influências da bossa nova, e suas interpretações mostram a força e a delicadeza da mulher brasileira. Feminina e da cor brasileira, é um dos grandes nomes da nossa música.
Revendo amigos 1994, EMI-Odeon
Vontade de rever amigos
Os gestos de sempre
A risada em comum
Contando as histórias
E os casos antigos
As músicas novas, sem moda
Sem tempo nenhum
Vontade de rever amigos
Dizer que tô solta na minha prisão
Gritar pras pessoas
Vem cá que eu tô vivo
Me tira a tristeza
De dentro do meu coração
Saber quem morreu
Perguntar quem chegou de viagem
Se foi porque quis
Explicar que o amor
Me pegou de mau jeito
Mas, tudo somado, acho que fui feliz
No entanto, cadê meus amigos?
Vai ver que a poeira do tempo levou
A barra da vida tem muitos perigos
E a gente se afasta sem querer
Se esquece sem querer
Se perde dos velhos amigos...



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